Quando chega a multa de trânsito: encontrar o motorista e não perder o prazo do desconto
A multa muitas vezes chega semanas depois, e nesse meio-tempo o veículo foi usado por várias pessoas. Um método para ler corretamente a data de notificação, encontrar o motorista sem adivinhar e tornar a multa passível de relatório.
Equipe vitaFleet
Sobre gestão de frotas
A multa de trânsito é um dos itens que mais geram discussão em uma frota, e o motivo da discussão raramente é o valor. A questão de fundo é quando a multa chegou e quem estava dirigindo o veículo naquele dia. A infração acontece em um dia, a notificação chega em outro, e o pagamento quase sempre vem depois de ambos. Quando essas três datas se misturam, o motorista é identificado errado e o prazo de pagamento com desconto é perdido.
A seguir explicamos como uma multa deve ser acompanhada no registro de frota, que informação importa em cada momento e como tornar visíveis as infrações recorrentes.
O registro da multa: não é só o valor
Em um registro de multa são mantidos juntos a placa, a data, o artigo da infração, o valor e a situação do pagamento. O mais importante é que o registro fica vinculado ao próprio veículo. Isso tira a multa da condição de linha contábil e a transforma em parte do histórico do veículo: ela entra no relatório de custo operacional e no relatório de multas, e quantas multas aquele veículo gera por ano fica visível de relance.
Em muitas empresas, as multas ficam em uma pasta, as notificações em uma gaveta e os pagamentos em outra planilha. Para saber se uma multa foi paga e quem é o responsável, é preciso olhar em três lugares. Um registro único elimina essa dispersão.
O documento de notificação tem duas datas distintas
O erro mais comum é confundir a data da infração com a data da notificação. A data da infração é o dia em que o fato ocorreu; é ela que se usa para encontrar o motorista. A data da notificação é o dia em que a multa chegou até você, e o prazo de pagamento com desconto corre a partir da notificação.
O fluxo que lê o documento da multa a partir de uma foto ou de um arquivo procura essas duas datas separadamente, pelos respectivos rótulos. Se o rótulo não puder ser lido, nada é presumido; o campo fica em branco e você é solicitado a preencher manualmente. É uma escolha deliberada: um prazo de desconto calculado com a data errada é mais prejudicial do que um prazo que não foi calculado.
O prazo do desconto é contado a partir do dia da notificação, e não do dia da infração. Por isso as duas datas devem ser mantidas separadas.
Pagamento antecipado: mantendo o prazo visível
Nas multas de trânsito, os pagamentos feitos dentro de um prazo determinado a partir da data de notificação recebem desconto. O prazo é curto e passa facilmente despercebido, porque a notificação muitas vezes chega a uma pessoa e é repassada a outra. Quando você informa o valor com desconto e o prazo final do desconto, as multas não pagas são listadas com seus vencimentos. Assim você enxerga com antecedência as multas cujo prazo de desconto está acabando e não paga a mais por atraso.
O percentual do desconto depende da legislação e pode mudar de tempos em tempos. Por isso o produto não fixa o percentual no código: se o valor com desconto estiver escrito na notificação, ele é lido do documento; se não estiver, o campo fica em branco e é preenchido manualmente. Quando a legislação muda, não existe uma constante que gere cálculos errados.
Encontrando o motorista: o registro de atribuição
Para que a multa possa ser repassada ao motorista, é preciso antes saber quem estava com o veículo naquele dia. Essa informação não vem da memória, e sim do registro de atribuição datado. Na atribuição de veículo ficam guardados qual pessoa usou qual veículo e entre quais datas. Quando a multa chega, o sistema consulta a atribuição vigente na data da infração e encontra o motorista que estava ao volante naquele momento.
Se não houver atribuição, o registro ainda assim é gravado no veículo, com o motorista em branco. A informação não se perde; só a parte que falta pode ser completada depois. A lição é esta: uma frota que mantém as atribuições em dia vincula as multas à pessoa certa em segundos; uma frota que não mantém precisa adivinhar a cada vez.
A decisão de repassar é separada
Encontrar o motorista e repassar a multa a ele são decisões diferentes. Algumas empresas repassam toda multa à pessoa, outras apenas determinadas infrações. Você marca no registro a multa que será repassada; o relatório de multas por pessoa é gerado a partir dessas marcações. Assim, a resposta à pergunta 'quanto será repassado a quem neste mês' passa a ser uma simples soma.
Enxergando as infrações recorrentes
Olhadas uma a uma, as multas parecem aleatórias; quando vinculadas à pessoa, aparece um padrão. As multas acumuladas por um mesmo motorista se refletem na ficha de desempenho, e o detalhamento por motorista pode ser acompanhado nos relatórios. Fica claro qual motorista comete excesso de velocidade repetidamente e qual comete infrações de estacionamento.
Essa informação é, além da multa, uma ferramenta de gestão. As decisões de treinamento, advertência ou designação se apoiam no registro; por que o peso das multas diminuiu ou aumentou ao longo do tempo também se lê no mesmo registro.
Acompanhamento de pagamento e recurso
A situação de cada multa é acompanhada no registro: paga, não paga, em recurso. As multas em aberto são reunidas em uma única lista, para que não sejam esquecidas e se transformem em juros de mora. Qual multa está aguardando julgamento de recurso passa a ser discutido com a contabilidade e o jurídico a partir da mesma fonte.
Uma pequena lista de verificação na prática
- Quando a notificação chegar, informe separadamente a data da infração e a da notificação.
- Garanta que as atribuições estejam atualizadas; encontrar o motorista depende delas.
- Marque as multas que serão repassadas; não recalcule o relatório.
- Revise semanalmente as multas não pagas, com seus vencimentos.
- Compartilhe mensalmente com a gestão o relatório por motorista.
Veículos com vários motoristas e compartilhados
Uma frota em que cada veículo tem um único motorista é rara. Veículos que trabalham em turnos, veículos de pool e designações temporárias complicam o registro de atribuição. Nesse caso, manter a atribuição por intervalo de datas é muito importante: o registro precisa saber que um veículo esteve com a pessoa A de segunda a quarta e com a pessoa B de quinta a sexta. Atualizar a atribuição no dia da troca encerra de antemão a discussão posterior sobre 'quem levou esta multa'.
Se não houver atribuição, a multa ainda é gravada no veículo; mas nesse ponto, para encontrar o motorista, você precisará recorrer ao boletim, à escala de turnos ou a uma conversa. A única forma de reduzir esse trabalho é registrar a atribuição no instante em que o motorista muda.
A multa é parte do custo do veículo
Quando a multa é vinculada ao veículo, ela aparece no relatório de custo operacional junto com combustível, manutenção e pedágio. Isso é importante, porque deixar a multa de fora ao calcular o custo por quilômetro de um veículo mostra um custo menor do que o real, principalmente em operações com alto risco de infração, como a distribuição urbana. Ver que um veículo ou uma rota gera multas continuamente é o primeiro passo para questionar se o problema está no motorista, na rota ou no plano operacional.
Erros frequentes
- Confundir a data da infração com a data da notificação e calcular errado o prazo de pagamento com desconto.
- Não atualizar a atribuição e vincular a multa ao motorista errado.
- Não registrar o pagamento; a mesma multa ser paga duas vezes ou nunca ser paga.
- Deixar a decisão de repasse no plano verbal; não chegar a acordo com ninguém no fim do mês.
- Não anexar a foto da notificação ao registro; ter de procurar o documento durante o processo de recurso.
Nenhum deles é uma dificuldade técnica; todos são questão de hábito. O sistema de registro facilita o hábito, mas não o substitui.
O ritmo mensal
No fim do mês, dois relatórios resolvem o trabalho: a lista de multas em aberto e o relatório de multas por pessoa. O primeiro responde à pergunta 'o que preciso pagar', o segundo à pergunta 'o que vou repassar a quem'. Tratar esses dois relatórios na mesma reunião tira a multa da condição de surpresa e a transforma em um item planejado.
A gestão de multas não é uma questão de aplicar multas, e sim de disciplina de registro. Quando as datas são mantidas corretas, as atribuições estão atualizadas e cada multa é vinculada ao veículo, sobra muito pouco para discutir.
Equipe vitaFleet
O vitaFleet é um sistema de gestão de frotas projetado para as frotas da Turquia. Reúne veículos, manutenção, combustível, documentos e custos em uma única tela.